Visitei Israel há uns 4 anos, porém, às paisagens, lembranças, palavras que ouvi e até o cheiro, continuam vivos em minha memória.

O clima estava perfeito, nem muito calor, nem muito frio, do jeitinho que gosto.

O roteiro continha lugares maravilhosos, como o Monte Moriá, Muro das Lamentações, Mar da Galileia, Fonte de Gideão, Monte das Oliveiras, Rio Jordão, Tanque de Betesda, Cafarnaum, Deserto do Neguebe, Jardim do Túmulo, Mar Morto e outros.

É inexplicável a sensação de pisar em um lugar que se ouve falar desde criança. Acordar e vê o sol tocando as pedras brilhantes de Jerusalém, me fez querer morar naquela cidade para sempre.

Cada lugar que pisei, escrevi em minha agenda à noite, pois, não queria esquecer nenhum detalhe importante.

O Mar Morto foi um lugar que chamou muito minha atenção. Achei parecido com um espelho gigante no chão de tão parado. No lugar da espuma do mar, o sal dominava. Nunca pisei em tanto sal grosso na minha vida, nem quando derrubei o saleiro.

Encantou-me sua beleza em meio ao deserto e a sensação de leveza quando entrei no Mar. A quantidade de sal na água é responsável por esse efeito.

Pesquisei um pouco mais sobre o Mar Morto e o motivo de ter esse nome. Descobri que ele não é exatamente um mar, mas, um grande lago. Sua concentração de sal é tão grande, que qualquer forma de vida marinha que tenta chegar ao local morre instantaneamente (por isso o nome).

A concentração normal é 35 gramas de sal para cada litro de água, sendo que o Mar Morto, retém 300 gramas para cada litro. E esse é o problema dessa bela concentração de água. Reter o que deveria compartilhar.

Ele recebe as águas saudáveis e ricas em sais minerais do rio Jordão, mas não entrega nada, por isso não tem vida. É lindo, porém, solitário.

Naquele momento, pensei em quantas vezes recebemos algo de Deus e não compartilhamos com ninguém. ficamos cheios de conteúdo e retemos só para nós. Seja uma palavra, uma mensagem, o amor que de graça recebemos.

O que adianta ser lindo e único, mas sem vida? Do que vale os talentos se não forem multiplicados?

Sendo assim, meu desejo nessa vida é ser como o rio Jordão, e você?

Por Karine Viana

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