“Sessenta são as rainhas, e oitenta as concubinas, e as virgens sem número. Porém, uma é a minha pomba, a minha imaculada, a única de sua mãe, e a mais querida daquela que a deu à luz; viram-na as filhas e chamaram-na bem-aventurada, as rainhas e as concubinas louvaram-na.” (Cantares 6. 8,9)
​Caro leitor(a)! Tudo bem com você? Você já leu o livro de Cantares? É uma leitura fascinante, especialmente para os românticos. Em verso e poema, o rei Salomão valsa numa linda e mútua sequência de declarações com sua amada Sulamita. Uma leitura inspiradora.
​Porém não vamos falar sobre o belo cortejo literário deles. Vamos tratar do que o verso acima fala sobre nós (?) Sim!
Você deve saber que toda a Bíblia tem como personagem central o Senhor Jesus Cristo. E não é diferente em Cantares.
​Nesse belo poema de amor podemos extrair um sentido espiritual maravilhoso onde os personagens são Cristo e a Igreja. E, nesse ângulo, perceba o que o Senhor fala nesses versos; vamos ler calma e novamente:
“Sessenta são as rainhas…”
​Antigamente, para formar fortes alianças políticas e militares, os reis arranjavam casamentos entre si como uma forma de diplomacia, onde geralmente um dava a mão de uma de suas filhas ao outro. E em seus muitos acordos diplomáticos, Salomão alcançou esse número.
Quem seria, portanto, a figura da “rainha” dentro da Igreja? Seriam aquelas pessoas que só permanecem com o Rei Jesus por algum interesse. Seja material, familiar, físico – ou mesmo por desencargo de consciência (acredita?!). São aquelas que não tem um compromisso sincero e autêntico com o Senhor, apenas um interesse em comum.
“… oitenta as concubinas…”
​Assim eram chamadas as amantes antigamente. O rei podia ter muitas delas. Tinham uma função básica e bem simples: satisfazer seu senhor. Elas podiam desfrutar do palácio, de benefícios e regalias que muitos sequer sonhavam em ter. Além, é claro, de conhecer a intimidade do rei como ninguém. Porém, eram apenas isso: amantes.
Assim também há pessoas na igreja. Desfrutam dos benefícios da Fé, são curadas, têm suas vidas transformadas, experimentam a paz e o prazer da Casa do Senhor e até servem a Ele(!), porém… ficam só nisso. Não assumem um compromisso com Deus. Não casam com Ele. São apenas amantes egoístas em busca de Seus bens, Sua graça ou de um pretexto para tentar se justificar diante d’Ele e da sociedade.
“e as virgens sem número…”
​Virgem é aquela pessoa que nunca foi tocada ou nunca trocou intimidade física com alguém. Na Igreja são pessoas que nunca tiveram intimidade com Deus. Não por falta de oportunidade. Não… Por falta de interesse mesmo.
“Porém, uma é a minha pomba, a minha imaculada, a única de sua mãe, e a mais querida daquela que a deu à luz…”
​Essa era amada de Salomão. Essa é a amada do Senhor Jesus. É aquela pessoa da igreja que de fato assumiu um compromisso de amor com Cristo. Casou-se com Ele. Prometeu e cumpre seus votos de ser fiel, amar e respeitar na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, por todos os dias de sua vida, até que a morte (rá!) OS UNA! por toda a Eternidade (que maravilha, né?). Com promessa ou sem promessa, com resposta ou sem resposta. Ela O ama. Ponto. Sem mais.
Quem você é, caro leitor(a)? Quem temos sido diante do nosso Senhor?
Se alguém de nós reconhece que não tem um real e verdadeiro compromisso de amor com Deus, receba esses versos como um despertar para renovar seus votos. Para que assim possamos com sinceridade e calor em nossas almas viver essa belíssima declaração:
“eu sou do meu Amado, e o meu Amado é meu…” (Cantares 6.3)
Fonte: Pregação do bispo Edson Costa, 7 de Janeiro de 2018; Reunião das Primícias, univervideo.com
David Boni

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