Quem és tu? e ele disse: Eu sou teu filho, o teu primogênito Esaú.
Então estremeceu Isaque de um estremecimento muito grande, e disse: Quem, pois, é aquele que apanhou a caça, e ma trouxe? E comi de tudo, antes que tu viesses, e abençoei-o, e ele será bendito.

Iai Brothers, tudo bem?! Vamos recapitular a história dos filhos de Isaque e lembrar de um cuidado muito importante que precisamos conservar?

Esaú. Forte, corajoso, despojado e valente. Era caçador, provavelmente um líder nato e com certeza tinha um futuro promissor. Penso que o senhor Isaque, seu pai, tinha muito orgulho de ter um filho como ele (Gen.25.28).

Jacó. Simples, caseiro, mais apegado aos afazeres domésticos, incluindo até culinária. Era mais amado por sua mãe, a senhora Rebeca (Gen.25.28).

Irmãos gêmeos, porém diferentes ao extremo. Num primeiro olhar, Esaú seria o futuro Israel! Era o primogênito e tinha todas as características de um príncipe predestinado, não é?

Não.

E Jacó cozera um guisado; e veio Esaú do campo, e estava ele cansado; E disse Esaú a Jacó: Deixa-me, peço-te, comer desse guisado vermelho, porque estou cansado. (…) Então disse Jacó: Vende-me hoje a tua primogenitura. E disse Esaú: Eis que estou a ponto de morrer; para que me servirá a primogenitura? Então disse Jacó: Jura-me hoje. E jurou-lhe e vendeu a sua primogenitura a Jacó.” (Gen.25. 29-33)

Apesar da aparência invejável de Esaú com todos os seus dotes pessoais, ele tinha um defeito que lançava por terra tudo que o exaltava: A indiferença à sua nobre condição. Ele tinha tudo, mas não valorizou, sequer era grato!

Jacó percebia isso. E apesar de aparentemente inferior, ele era astuto: “E Jacó deu pão a Esaú e o guisado de lentilhas; e ele comeu, e bebeu, e levantou-se, e saiu. Assim desprezou Esaú a sua primogenitura.” (Gen. 25. 34)

Brother, se pararmos pra pensar, muitos de nós, por que não dizer todos (?), tenhamos uma vida que a maioria gostaria de ter: Família, paz, escolhas, orientação espiritual, educação, boas amizades e oportunidades. Somos privilegiados, como era Esaú.

Mas será que temos reconhecido isso? Será que eu e você valorizamos a condição e as ricas bênçãos que Deus têm nos dado gratuitamente? Será que somos ao menos gratos?

Vamos refletir nisso, amigos. Porque se tratarmos nossa primogenitura espiritual da mesma maneira que tratou Esaú a sua, alguém virá e tomará de nós o que é nosso por direito – incluindo a Salvação. E as mesmas lágrimas que Esaú derramou, talvez rolem pela nossa face também. E pior: a resposta será a mesma: “(…) veio teu irmão com sutileza, e tomou a tua benção.” (Gen. 27.35)

“(…) ninguém seja fornicador, ou profano, como Esaú, que por uma refeição vendeu o seu direito de primogenitura. Porque bem sabeis que, querendo ele ainda depois herdar a benção, foi rejeitado, porque não achou lugar de arrependimento, ainda que com lágrimas o buscou.”
(Hb. 12.16,17)

Por David Boni

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