O escorrer das águas por aquelas curvas perfeitas faria qualquer homem que sustentasse o olhar naquela cena tentadora, tremer de animação.

Em “merecido” descanso, a passear para afastar preocupações, aquele homem se viu hipnotizado pelo corpo formoso e escultural da mulher que se banhava pouco distante dali. Ele não poderia deixar de observar, imaginar e deixar-se curtir aquele momento. Ou poderia?

Esse homem era conhecido por sempre obter o que queria. E naquele instante, pra já, tudo que ele queria era ela.

Entregue àquele desejo, imediatamente deu ordem à seu servo, que a convocou, sendo ela levada sem a mínima resistência à recâmara mais íntima do homem, seu aposento real.

Ambos queriam. Sabiam perfeitamente que aquilo era errado, mas o fato disso saberem parecia-lhes mais um afrodisíaco irresistível.

Porém a mulher era casada e agora adúltera e grávida. Toda o prazer generosamente compartilhado se tornou em desespero. “O que faremos?” Foi a pergunta que ecoava a cada nova e frustrada tentativa de resolver as consequências inevitáveis do que fizeram. Até chegar ao homicídio e a denúncia do próprio Deus pela boca de seu profeta.

A partir dessa denúncia, a razão daquele rei voltou e ali, consciente da dimensão do que havia feito, percebeu que em seus dias restantes, jamais teria paz. Como de fato, não teve até sua morte.

Um fugaz momento de prazer imediatista, intenso, memorável e inconsequente transformou a vida de Davi em um inferno real digno de contos, crônicas, filmes, séries e livros, como hoje se vê.

O homem segundo o coração de Deus que mesmo perdoado, não foi poupado.

Diante do exemplo dele, dá pra concluir que tudo o que aconteceu não precisava ter acontecido. Mas aconteceu por simples escolhas: Parar, olhar, imaginar, desejar… e como uma bola de neve, uma coisa puxou a outra. A Bíblia é clara quanto às tentações sexuais: Fuja! Não tente resistir! Só fuja! Porque trata-se de uma tentação que apela para nossa natureza humana. Portanto tentar resistir é impossível. Não estamos falando apenas de forças do mal aqui. Trata-se também de um inimigo muito pior: Nós mesmos.

Hoje, relacionar-se intimamente com alguém sem os devidos votos e compromisso tornou-se algo assombrosamente simples. O pecado da prostituição se sofisticou muito com a tecnologia: Pornografia, por exemplo. Sem maiores riscos e em simples pesquisas, assume as formas e jeitos que você mais gosta, te iludindo com fantasias à exaustão. Até te trair, repetidas vezes e te deixar sozinho, envergonhado e preso num ciclo errado de busca por satisfação.

Se não é seu caso, amém! Fique firme na fé e se cuide pra não cair. Se, porém, você se reconhece em erro, preso nesse labirinto e tem vergonha de pedir ajuda, propomos um simples raciocínio: Qual a pior vergonha, a que sempre vem depois de pecar – e que pode se tornar eterna se você deixar – ou a única e libertadora que vem após confessar? Davi confessou, foi perdoado e aceito por sua sinceridade. Ato que o libertou, garantiu sua Salvação e ainda permitiu-lhe fazer parte da linhagem do Senhor Jesus.

Não se deixe trair pelo prazer. Fuja da impureza (1Co. 6. 18). Busque o Espírito Santo e Ele vai te guiar nessa luta pessoal. Domine a si mesmo!

Por: David Boni

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